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terça-feira, 3 de maio de 2016

Saiba 20 benefícios que o sexo oferece para a saúde

Melhora no sono e redução do risco de doenças cardíacas são alguns dos benefícios

Divulgação
A melhora da qualidade do sono, a redução do risco de doenças cardíacas e a diminuição das chances de ter câncer de próstata são apenas alguns dos benefícios oferecidos pela prática de sexo. É o que apontam diversas pesquisas realizadas sobre o assunto em diversos lugares do mundo.



A pesquisa realizada pela Durex Global Sex Survey, por exemplo, mostrou que o sexo melhora o humor para 63% dos homens e 72% das mulheres. O estudo, conduzido no Brasil pela psiquiatra Carmita Abdo, coordenadora do Programa de Estudos em Sexualidade do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas (ProSex), foi realizado em 37 países e avaliou mais de 1 mil homens e mulheres no País, com idades entre 18 e 65 anos. Dentre as características do brasileiro quando o assunto é sexo, estão preliminares curtas, sexo rápido e várias vezes por semana e uso de preservativo.

Ficou curioso para saber quais os benefícios que a prática do sexo oferece para a saúde? Confira a seguir. 

Fazer sexo pode ser tão eficaz para eliminar calorias quanto a corrida 

De acordo com uma pesquisa da Universidade de Quebec, no Canadá, uma hora de atividade entre quatro paredes queima quase a mesma quantidade de calorias que 30 minutos de corrida na esteira. O estudo constatou que homens gastam 120 calorias em meia hora de sexo, enquanto as mulheres eliminam 90.

Sexo melhora a memória e torna as pessoas mais inteligentes

Segundo uma pesquisa da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, o sexo pode tornar a pessoa mais inteligente e melhorar a memória de longo prazo. Um estudo em ratos de meia-idade constatou que eles fabricaram mais células cerebrais no hipocampo, onde as memórias de longo prazo são produzidas, após o acasalamento. Os cientistas também ligaram a atividade sexual frequente com o aumento da capacidade intelectual. No entanto, os benefícios foram perdidos ao impedir o coito.

Relações sexuais aumentam a imunidade 

Pesquisadores da Universidade Wilkes, da Pensilvânia, descobriram que estudantes universitários que mantiveram relações sexuais uma ou duas vezes por semana tinham níveis mais elevados do anticorpo que protege contra germes, vírus e outros invasores em comparação aos estudantes que fizeram sexo com menos frequência. Outras dicas para manter seu sistema imunológico em dia são: comer de forma adequada, fazer atividades físicas, dormir o suficiente, estar em dia com as vacinas e usar camisinha.

Sexo ajuda a dormir melhor

Você pode cochilar mais rapidamente após o sexo, e por boas razões. De acordo com a psiquiatra Sheenie Ambardar, em West Hollywood, na Califórnia, após o orgasmo, o hormônio prolactina é liberado. Ele é o responsável pelas sensações de relaxamento e sonolência. Outra pesquisa divulgada recentemente apontou que 17% das mulheres britânicas disseram que dormem por mais tempo e mais profundamente depois de terem feito sexo. O estudo foi encomendado pelo Sanctuary Spa e publicado no Daily Mail.

Vida sexual ativa reduz o risco de doença cardíaca

Uma boa vida sexual faz bem ao coração. Além de ser uma ótima maneira de aumentar a frequência cardíaca, o sexo ajuda a manter o estrogênio e os níveis de testosterona em equilíbrio. Segundo o médico Joseph J. Pinzone, diretor médico da Amai Wellness, quando tais hormônios estão em baixa há mais riscos de ocorrer osteoporose e doenças cardíacas.

Sexo alivia o estresse

Níveis elevados de cortisol, o hormônio do estresse, podem levar a diversos problemas de saúde, como altas taxas de açúcar no sangue e ganho de peso. Para reverter este quadro, o sexo pode ser uma boa aposta, já que as endorfinas liberadas durante o ato ajudam a aliviar a tensão e a deixar de lado os momentos ruins do dia. Para a psiquiatra Sheenie Ambardar, em West Hollywood, Califórnia, estar perto de seu parceiro pode aliviar o estresse e a ansiedade.

Orgasmo reduz dores e incômodos

Quando você estiver com dor, antes de tomar um analgésico, que tal ter um orgasmo? Segundo o médico Barry R. Komisaruk, professor da Universidade Estadual de Nova Jersey, chegar ao clímax pode bloquear a dor. O médico afirma que a estimulação vaginal pode acabar com as dores nas costas e nas pernas, além de reduzir cólicas menstruais, sintomas da artrite e, em alguns casos, até mesmo dor de cabeça.

Sexo traz mais felicidade

Se você anda de mau humor e não sabe como melhorá-lo, a solução é simples: ao acordar, continue na cama e pratique sexo matinal. De acordo com uma pesquisa da educadora sexual Debby Herbenick, da Universidade de Indiana, nos Estados Unidos, o ato deixa a pessoa feliz ao longo do dia.

Sexo frequente aumenta a satisfação conjugal dos neuróticos

Sexo frequente pode ajudar as pessoas neuróticas, que têm propensão a experimentar emoções negativas, a mudar de humor, além de se chatear e a se preocupar menos. A equipe da Universidade do Tennessee acompanhou 72 casais recém-casados ao longo dos primeiros quatro anos de união. A atividade sexual constante mostrou ser capaz de acabar com o déficit de felicidade dos neuróticos. Segundo os pesquisadores, algumas pessoas encontram no sexo a capacidade de manter a satisfação em dia.

Atividade sexual reduz as chances de câncer de próstata 

Uma pesquisa do Instituto Nacional do Câncer, dos Estados Unidos, mostrou que ter, em média, 21 ejaculações mensais reduz em até 33% os riscos de câncer de próstata.

Orgasmo diminui risco de morte prematura 

De acordo com o British Medical Journal, homens que chegam ao orgasmo frequentemente têm 50% menos chances de morte prematura. Pesquisas mostram que fazer sexo com frequência deixa os homens com aparência mais jovem, podendo parecer até 10 anos mais novos.

Vida sexual ativa reduz a depressão

Orgasmo faz bem para o corpo e para a mente. Segundo o professor de psicologia James Coan, da Universidade da Virgínia em Charlottesville, a prática do sexo libera os hormônios ocitocina e endorfina, que colaboram para a diminuição da depressão.

Relação sexual melhora o humor de homens e mulheres

Pesquisa realizada no Brasil pela psiquiatra Carmita Abdo, coordenadora do Programa de Estudos em Sexualidade do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (ProSex), mostra que o sexo melhora o humor para 63% dos homens e 72% das mulheres.

Sexo aumenta a longevidade

Mulheres que gostam de sexo vivem mais do que aquelas que não o fazem. De acordo com o médico Michael Roizen, especialista em Medicina Preventiva na Cleveland Clinic, o sexo tem o poder de fazer as mulheres se sentirem de dois a oito anos mais jovens. Os homens podem conseguir o mesmo efeito experimentando de 150 a 350 orgasmos por ano.

Transar tonifica os músculos

Pense em sexo como uma boa sessão de treinamento de força. Durante o ato, você usa muitos grupos musculares e, convenhamos, é muito mais divertido do que fazer agachamento na academia. "Assim como o exercício, a regularidade ajuda a maximizar os benefícios", afirma o médico Joseph J. Pinzone, diretor médico do instituto médico Amai Wellness, nos Estados Unidos.

Fazer sexo combate a dor de cabeça 

Estudo publicado no Cephalalgia, jornal da Sociedade Internacional de Cefaleia, constatou que mais da metade dos participantes que sofriam de enxaqueca e tiveram relações sexuais experimentaram uma melhora nos sintomas, enquanto 20% ficaram completamente curados.

Sexo reduz a diabetes

O sexo pode reduzir o risco da diabetes tipo 2, por melhorar a ação da insulina, segundo um estudo da Journal of the American Medical Association. Além disso, o desempenho sexual pode indicar problemas de saúde: a disfunção erétil, por exemplo, talvez seja sinal de problema no coração.

Fazer sexo melhora a libido

Você quer uma vida sexual mais ativa? Então, aposte no próprio sexo, que tem o poder de aumentar a libido. É o que diz Lauren Streicher, professora-clínica assistente de obstetrícia e ginecologia na Feinberg School da Northwestern University of Medicine, em Chicago. Para as mulheres, o sexo ainda dá um up na lubrificação vaginal, no fluxo sanguíneo e na elasticidade.

Sexo é bom para a autoestima

Um estudo da Universidade do Texas provou que um dos principais motivos para a prática do sexo é a melhora da autoestima. As participantes da pesquisa disseram que a relação sexual com o parceiro faz com que elas se sintam melhores com elas mesmas e com suas formas físicas.

Transar reduz a pressão arterial 

De acordo com Joseph J. Pinzone, diretor médico do instituto médico Amai Wellness, nos Estados Unidos, um estudo descobriu que a relação sexual propriamente dita (não a masturbação) reduz a pressão arterial sistólica.

Fonte: Terra


terça-feira, 26 de abril de 2016

Cuidados com sexo oral evitam contrair doenças

DIÁRIO DA REGIÃO (S.J.RIO PRETO-SP)- SAÚDE
Intimidade

02:17 - Cuidados simples como a higienização dos órgãos genitais e o uso de preservativos são fundamentais para evitar a contaminação de doenças por meio do sexo oral. A felação (sexo oral feito no homem pela mulher) e a cunilíngua (feita na mulher pelo homem) são considerados preliminares importantes na prática sexual, porém devem ser acompanhadas de medidas para evitar a transmissão de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). Muitas dessas doenças passam pelas mucosas e também estão presentes nos líquidos que lubrificam os órgãos genitais masculinos e femininos. Daí a necessidade dos cuidados para evitar que o prazer se transforme em dor de cabeça futura. O preservativo é um dos dispositivos mais eficazes para fugir de doenças como sífilis, cancro mole ou HPV (Papiloma vírus). Segundo o ginecologista rio-pretense Newton Carneiro da Costa, não é comum acontecer, mas há casos em que o herpes ou a candidíase, por exemplo, são transmitidos pelo sexo oral. Geralmente, quem usa a boca para o estímulo sexual (e não quem recebe), corre mais riscos de contrair algum tipo de doença. ¿A boca tem tantas bactérias como a vagina. A transmissão depende muito das circunstâncias¿, explica.



Quem pratica sexo oral sem preservativo entra em contato direto com o sêmen ou as secreções vaginais, que não fazem mal à saúde desde que não tenham vírus e bactérias. O sêmen, por exemplo, é formado por espermatozoides, proteínas, frutose, vitaminas e sais minerais, o que o deixa com um gosto que varia do salgado ao amargo. Se engolido, não traz nenhum dano para o organismo. ¿O estômago contém ácidos que destroem facilmente os vírus¿, diz Gomes. Mas isso não exclui o uso da camisinha. Entre as DSTs, a Aids é a mais temida quando se fala de sexo oral. Há muitas dúvidas se a felação e a cunilíngua transmitem o HIV. O site oficial do governo, que atualiza diariamente informações sobre Aids (www.aids.gov.br), diz que não há comprovação da contaminação do vírus por meio do sexo oral, mas que algumas situações contribuem para a infecção. Cortes abertos na boca, úlceras, machucados, garganta inflamada e doenças nas gengivas são porta de entrada para o vírus.

No caso da Aids, especialistas consideram o sexo oral como uma prática de risco moderado, uma vez que a contaminação está ligada às condições da boca que está em contato com o órgão genital de uma pessoa infectada, por exemplo. Nem sempre se notam os pequenos machucados na mucosa da boca, que pode ter microlesões causadas até mesmo pelo sangramento na escovação dos dentes. O médico Ricardo Sobhie Diaz, professor adjunto da disciplina de doenças infecciosas da Escola Paulista de Medicina (Unifesp), confirma que as informações sobre a contaminação por meio do sexo oral são conflitantes. ¿O risco é pequeno, porém não pode ser ignorado¿. Diaz cita dois estudos feitos nos Estados Unidos em que ficou comprovada a ¿plausibilidade biológica¿, ou seja, mesmo que pequenas, há possibilidades de contaminação. Há, porém, uma diferença entre os sexos. Quando o sexo oral é feito na mulher contaminada com o HIV, o risco de o homem contrai-lo é menor do que o contrário. Isso porque a presença do vírus na região vaginal é pequena se comparada ao pênis. De acordo com Diaz, a saliva também contém protease, uma substância com anticorpos, que ajuda a inativar o vírus.

Evite doenças:

:: Ao fazer sexo oral num homem, recomenda-se que o parceiro use preservativo para evitar o contato direto da boca com o pênis
:: Na prática do sexo oral numa mulher aconselha-se o uso de uma barreira que impeça o contato direto da boca com a vagina. A barreira pode ser uma camisinha cortada - formando um retângulo - ou filme de PVC, usado na cozinha
:: Evite fazer sexo oral se tiver algum machucado, lesão ou inflamação na boca (inclusive gengivite)
:: Evite fazer sexo oral se tiver algum sangramento na boca ou se acabou de escovar os dentes e houve sangramento
:: Quem faz sexo oral em um homem deve evitar ejaculação na boca
:: Na mulher, deve-se evitar sexo oral durante o período menstrual

Fonte - www.aids.org.br

Higiene da área é o ponto de partida

Há quem alegue não fazer sexo oral por nojo, aversão ao cheiro ou gosto do órgão genital ou por ter uma visão negativa da sexualidade, como algo sujo e proibido. No passado, se cogitava o sexo oral como uma prática feita somente por garotas de programa. Mas hoje, os casais estão descobrindo que ele pode ser um grande exercício de intimidade. A psicóloga e sexóloga rio-pretense Sandra Valéria Sanitá diz que muitas pessoas não o praticam por falta de informação. A ignorância leva a crer que engolir as secreções faz mal ou que basta um contato para contrair doenças. O primeiro passo para desmistificar o sexo oral é cuidar bem da higienização. O mau cheiro na região pode ser traumático e afastar os parceiros da prática. Um dos parceiros pode sugerir uma ducha antes do sexo, mas de forma sutil, como se o ato fizesse parte do jogo a dois.

Esta modalidade do sexo também deve ser de livre e espontânea vontade dos parceiros. ¿Tudo o que é obrigado causa conflitos e desestimula¿, ressalta. Sandra aponta o sexo oral como um trunfo para alcançar o orgasmo, uma vez que o prolongamento das preliminares garante maior relaxamento e intimidade entre os parceiros antes do ápice da relação. Para se ter idéia, para ficar excitado, o aparelho genital masculino precisa, em média, de 70 mililitros de sangue. Já a mulher precisa de 600 a 800 ml. Portanto, tempo e estímulo, neste último caso, são fundamentais. Os profissionais de saúde afirmam: com responsabilidade e respeito o sexo oral pode ser extremamente prazeroso e uma forma a mais para atingir a satisfação a dois.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Ficar em abstinência sexual faz mal à saúde

Ficar em abstinência sexual faz mal à saúde
  Embora muito se fale sobre sexo, de fato, nem sempre se pratica o mesmo com a frequência com que é decantado em verso, prosa e nas melodias românticas.


É isto mesmo, tem mais gente falando de sexo do que praticando-o. Hoje não apenas os seminaristas, padres e outros categorias que optam pela abstinência sexual espontânea são privados dos prazeres da carne. Há um sem número de homens e mulheres que passam por verdadeiras privações quando o assunto é encontrar um parceiro sexual. De acordo com a sabedoria popular, a ausência de uma rotina sexual pode levar as pessoas a se tornarem ranzinzas, mal-humoradas e outros adjetivos nem sempre carinhosos. Para a psicóloga Mara Lúcia Madureira, especializada na linha cognitivo-comportamental, em Rio Preto, a explicação para isto está no fato de algumas pessoas que já sofrem com transtornos de humor e por isto apresentam alterações no desejo e nas respostas sexuais. “Daí as crenças e suposições populares de que falta de sexo provoca alterações do humor, quando na verdade ambos os sintomas podem aparecer simultaneamente como parte de um quadro patológico”, afirma. Na prática, ao ter orgasmo a pessoa libera endorfina e uma série de substâncias dentre elas a serotonina - neurotransmissor que desempenha um papel importante na regulação do humor, no apetite sexual e alimentar, função motora, no ciclo sono-vigília e percepção da dor -, que resultam numa melhor disposição da pessoa em questão. Por outro lado, é visível o desconforto que sentem as pessoas que não mantêm uma vida sexual ativa. É como mostra o psicólogo Thiago Almeida, do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (IPUSP), em seu artigo “Envelhecimento, amor e sexualidade: utopia ou realidade?”, publicado pela Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia, em que observa haver “inúmeros exemplos que podemos citar, do modo como o contexto histórico-social valida ou discrimina determinadas práticas, ao verificar o que significa a expressão “viúva alegre”. Muitas vezes as mulheres passam anos sob o jugo de um marido completamente intransigente e quando este é subtraído da vida, estas passam a conhecer a vida por um novo prisma, otimizando e usufruindo situações para as quais não tiveram oportunidade antes,– por exemplo, com um novo parceiro que escolheram. Embora alguns critiquem essas pessoas, elas nos mostram que a sexualidade faz parte da vida dos seres humanos e está presente em todas as fases do desenvolvimento do homem. Vai desde o nascimento até a morte. A função sexual continua por toda a vida, mesmo na Terceira Idade”, afirma. No entanto, a psicóloga Mara Lúcia observa que a ausência ou não de sexo não deve afetar o comportamento das pessoas. E quando isto ocorre, ela explica que as pessoas já portam alguns déficits cognitivos e comportamentais. “Isto sim pode prejudicar a qualidade das relações interpessoais das atividades sexuais”, diz. Transtornos Não por acaso, explica a psicóloga, algumas pessoas portadoras de transtornos psiquiátricos, como o bipolar, por exemplo, têm sua libido afetada. “No curso do transtorno bipolar pode ocorrer diminuição ou inibição do desejo sexual durante um episódio depressivo e aumento exacerbado da libido na fase maníaca (euforia). O desenvolvimento da doença está relacionado a fatores neurobiológicos e psicossociais, e as anormalidades dos sistemas de neurotransmissores podem favorecer o surgimento de diversos sintomas como oscilações do humor, alterações do pensamento e comportamentos, sintomas psicóticos, entre outros”, afirma. Ficar longo tempo sem sexo pode não implicar nada, a não ser em escolha pessoal. Contudo quando isto afeta as relações e o próprio humor é preciso recorrer à ajuda terapêutica. Segundo a psicóloga rio-pretense, quando existe desejo sexual intenso e carência de parceiro para satisfazê-lo, deve-se considerar que já existe um problema instalado na situação. “O mesmo pode referir-se, por exemplo, a crenças religiosas e pecado, timidez ou inibição para iniciar um relacionamento, medo da exposição ou de rejeição, dificuldade para estabelecer vínculos afetivos e por aí vai. Buscar ajuda é a única forma de reverter isto”, diz. Quem vive esta situação é o mecânico M.D.R., 31 anos, ele diz que é tão tímido que só consegue se aproximar de uma mulher após beber muito. “Como estou sempre ruim, se tento falar em sexo, elas se afastam. E quando consigo ficar com alguém, acabo nem me lembrando direito depois”, confessa. Mara Lúcia observa que muitas pessoas têm dificuldade para reconhecer e admitir os próprios problemas, mas conseguem superá-los com incentivos adequados de amigos compreensivos. Outras, mais resistentes, devem procurar ajuda psicoterápica para modificar seus padrões rígidos de pensamentos e criar um novo repertório de habilidades para viver com mais satisfação. Masturbação A masturbação, alternativa muito utilizada pelos homens, é, em muitos casos, ignorada pelas mulheres. E segundo a psicóloga, isto ainda é resquício de influência cultural e modelos familiares que repreendem este comportamento nas mulheres e o encoraja nos homens. “Ainda há um predomínio social de (pré)conceitos que admitem a diversidade de parceiras para homens sem a necessidade de vínculos e sem prejuízo moral, enquanto para a mulher o sexo sem compromisso, com a finalidade exclusiva de satisfazer necessidades fisiológicas é visto de forma pejorativa.”, finaliza. Alguns efeitos da abstinência sexual: :: Homens – a privação sexual por até três dias provoca aumento do sêmen e a potência do espermatozóide. A partir do terceiro dia começa o declínio e pode se inverter entre o 7º e o 10º dia :: Mulheres – a privação sexual por longo período pode provocar ressecamento e perda da elasticidade dos tecidos e fechamento do canal vaginal, causando dor e sangramento quando ocorrer o ato Depoimentos: >> “Em outras épocas, cheguei a ficarum ano e meio sem sexo, mas hoje tenho muito mais dificuldades nesse sentido.Com dois meses de abstinência já sinto muita falta. E fico até meio destreinada. Meu último parceirome perguntou há quanto tempo eu não transava devido a minha atrapalhação. Hoje, abstinência sexualmedá dores musculares, de cabeça, tipo enxaquecas e sinusites, e encanações psicológicas ridículas. Ficar sem sexo é complicado, principalmente sem sexo de qualidade. Não é transar por transar, é transar e ter um orgasmo bom. De preferência, ótimo. Aquele que deixa o corpo relaxado, onde realmente acontece uma descarga. Não estou falando necessariamente de sexo com amor, é sexo com intimidade e sintonia. Na falta disso, de vez em quando a gente mesmo se ajeita como pode. Mas é claro que não é a mesma coisa. Masturbação não tem toque, beijo, cheiro, carinho e aconchego. Quando estou com a vida sexual ativa, empaz, em umrelacionamento legal, tudo funciona melhor: a cabeça, a pele, o cabelo e a vitalidade orgânica comoum todo.Emcompensação, quando não estou comum companheiro ou comum homem que eu não consiga terum relacionamento sexual pelo menos satisfatório, por melhor que as coisas estejam, o corpo sente. Acho que Freud, Reich e toda a psicologia estão certos. Não dá para ignorar nosso lado instintivo. Sexualidade faz parte da vida e tem de ser, de alguma forma, praticada” M.T.S, 40 anos, empresária ___________________________________________________________________________ >> “Há exatos 22 anos, estou sem sexo. Por sinal a idade de minha única filha. O nascimento dela marcou o encerramento da minha vida sexual. Hoje, nem sei se consigo mais manter uma relação sexual. Devo ter voltado a ser virgem. E como não tenho mais qualquer lubrificação, só em pensar sofro com receio de sentir dor. Mas não penso mais sobre isto. Houve tempo em que acordava de madrugada morrendo de desejo, mas aos poucos foi passando eme acomodei. Sinto muita vergonha de me aproximar de um homem e dizer a ele que faz todo este tempo. Com isto, me sinto completa com a maternidade, que de alguma maneira, substituiu com êxito minha vida sexual” S.G.S., 57 anos, aposentada ___________________________________________________________________________ >> Já perdi as contas dos anos que não faço sexo. Mas nem por isto, desisti. Acredito que a qualquer momento o homem que me devolverá o prazer vai aparecer. W.H.G., 50 anos, profa.