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sábado, 16 de abril de 2016

Suco de Laranja Engorda? Saiba a Verdade

O suco de fruta mais popular ainda é o suco de laranja, com mais de 25% da população tomando-o pelo menos três vezes por semana. Um novo estudo assistiu os efeitos de tomar suco de laranja no café da manhã. Investigadores compararam um café da manhã normal com suco de laranja ou água como a bebida, e analisaram os efeitos que eles tinham nos perfis lipídicos e utilização de gordura para definir se o suco de laranja engorda.
Qualquer suco de fruta contém uma alta concentração de açúcar. Mesmo que o suco tenha sido tirado da fruta, os efeitos do suco concentrado no corpo são bem diferentes do que acontece quando se consome um pedaço da fruta inteira. O processo pelo qual o suco comprado passa é muito mais do que simplesmente espremer a fruta. O suco de fruta é aceitável como uma “porção” de fruta, o que faz muitas pessoas pensarem que elas terão benefícios similares se tomarem o suco ou comerem a fruta. E já que tantas pessoas procuram pelo mais conveniente, é fácil entender por que elas escolhem o suco de frutas em vez da fruta inteira.

Suco de laranja engorda ou é saudável?

As pessoas parecem pensar que só porque estão bebendo suco de laranja, é saudável. Só porque é natural, é saudável.
Mas nem todos os açúcares se comportam da mesma forma no seu corpo. Frutas, por exemplo, contêm frutose. A frutose originalmente não era uma parte muito grande da nossa dieta porque, para aqueles que moram em regiões temperadas, a principal fonte de frutose são frutas – que são de época.
Mas agora, por causa do uso massivo de xarope de milho – que basicamente tem gosto de açúcar, mas é mais barato – a frutose é uma parte muito maior da nossa dieta. A frutose está em tudo. Refrigerantes, doces e biscoitos.
Frutose, quando consumida em proporções normais, não faz mal. Mas devido ao fato de as pessoas estarem tomando 2 copos de suco de laranja, depois um refrigerante com xarope de milho, e alguns biscoitos e salgadinhos (também com xarope de milho), e até pães que contêm frutose, seu consumo é muito alto o tempo todo.
Em estudos, grande consumo de frutose foi ligado a alterações nos níveis de gordura, mudanças no colesterol, assim como outras mudanças óbvias que ocorrem com uma grande ingestão de energia, como ganho de peso, desordens metabólicas e problemas cardiovasculares.
Tudo bem. Eu entendo. Não devo consumir muita frutose ou açúcar. Mas e a fruta?!

Duas Razões para Evitar Suco de Laranja Artificial

Há algumas razões por que o suco de laranja engorda e você deve tomar cuidado ao consumi-lo se deseja perder peso.
1. Muito suco de fruta = Maior ingestão de carboidratos líquidos
Para muitas pessoas, reduzir um pouco sua ingestão de carboidratos (sem nenhum esforço, apenas comendo os alimentos certos) resulta em perda de peso. Frutas são carboidratos, esuco de fruta tem um efeito muito mais rápido e visível no ganho de gordura do que a fruta sólida. Carboidratos líquidos (como a cerveja) tendem a ser mais engordativos que carboidratos sólidos. Além disso, há mais nutrientes e vitaminas em frutas frescas. Coma sua fruta se você vai consumi-la.
2. Muito suco de fruta = Muita Frutose (Açúcar)
Nem todos os açúcares são criados iguais. Cereais matinais, refrigerantes e sucos de frutas não se comportam da mesma forma no seu corpo. Um estudo comparou os efeitos de uma dieta que tem 25% das calorias vindas de alimentos líquidos que eram glicose ou frutose. Ao final de 12 semanas, os pesos eram similares (os dois grupos já eram obesos), mas o grupo consumindo mais frutose mostrou sinais de danos no fígado e formação de depósitos de gordura. Essa mudança não ocorreu no grupo da glicose. Reduza a frutose. Além disso, muitos sucos de frutas adicionam açúcar (incluindo xarope de milho). Realmente precisamos deixar o suco de laranja mais doce?

O Que Isso Significa Para Você

1 – Não se desespere com “conseguir sua vitamina C” das laranjas
Ao invés de beber 3 copos de suco de laranja por dia (o que provavelmente te deixará 3 quilos mais gordo no final do mês), aumente sua ingestão de vegetais e durma mais. Propagandas espertas de alguma forma fizeram você acreditar que a laranja é a melhor fonte de vitamina C. Mas definitivamente é a mais gostosa…
2 – Se você quer perder peso ou está tentando perder peso de forma constante, elimine o suco de laranja
Sucos de fruta podem ser ricos em carboidratos e açúcar. Mesmo que eles sejam “bons para você” há fontes melhores de nutrientes com uma fração do açúcar (ou sem nenhum). Coma frutas, não as beba.

Calorias no Suco de Laranja

Um copo de 240 ml de suco de laranja contém 110 calorias. Bebe vários copos de suco de laranja engorda, pois você pode estar consumindo de 400 a 500 calorias apenas de suco diariamente – que é menos saciante que alimentos inteiros. Diminua o suco e isso pode ser o bastante para emagrecer – desde que você não o substitua por outras bebidas ou alimentos calóricos.

O suco de laranja é inerentemente ruim?

Não, mas:
  • Há fontes muito melhores de vitamina C do que suco de laranja;
  • Se você bebe muito suco de fruta todos os dias, você está bebendo muito açúcar (e seria melhor se você comesse a fruta).
  • Um copo por dia não vai te matar ou te fazer engordar – isso é primariamente para pessoas que bebem muitos copos por dia, se enchendo dele para não ficarem doentes, ou pessoas que pensam que estão fazendo um favor ao seu corpo por beber suco de frutas três vezes por dia ao invés de refrigerante.

Considerações

Se você trocar o suco de laranja por uma laranja inteira, você economiza 50 calorias e ganha 3 gramas de fibras. Uma laranja inteira também pode ser mais saciante, porque você precisa mastigar e leva mais tempo para comer. Você ainda consegue bastante vitamina C, ácido fólico e potássio na fruta inteira.

terça-feira, 12 de abril de 2016

Pesquisa de Harvard alerta que enlatados elevam risco de câncer

Pesquisa de Harvard alerta que enlatados elevam risco de câncer

Substância presente nas latas interfere perigosamente no equilíbrio hormonal do corpo


RIO _ Um novo estudo realizado por uma equipe de Harvard faz um alerta para quem gosta de comida enlatada. Durante os últimos cinco anos, os pesquisadores acompanharam pessoas que comiam diariamente alimentos enlatados. E o estudo revelou que estas pessoas passaram a ter no seu organismo níveis elevados _ e até dez vezes superiores aos normais _ de uma substância chamada bisfenol, ou BPA, comumente encontrada em latas de comida e bebida.
E o pior: a maioria das pesquisas sobre o BPA, um disruptor endócrino que pode imitar os hormônios do corpo, associam a substância a maior risco de câncer, doenças cardíacas, diabetes e obesidade. As autoridades de saúde nos EUA estão sob pressão crescente para regulamentar o uso de BPA em embalagens. Alguns pesquisadores, porém, contra-argumentam que é exagero dizer que o BPA é ameaça à saúde, uma vez que nenhuma correlação direta entre a substância e a doença foi ainda comprovada.
O novo estudo, que foi publicado terça-feira no The Journal of the American Medical Association e foi tema de reportagem do The New York Times, é o primeiro a medir as quantidades de BPA que são ingeridas quando as pessoas comem alimentos que vem diretamente de embalagens deste tipo, como sopas enlatadas. O aumento nos níveis de BPA que os investigadores registraram é uma das maiores observadas em qualquer estudo do gênero.
_ Nós não podemos dizer a partir da pesquisa quais são as consequências _ disse Karin Michels, professora associada de epidemiologia na Harvard Medical School e autora do estudo. _ Mas os níveis muito elevados que encontramos são surpreendentes. Nós nunca teriamos esperado um aumento de mil por cento nos níveis de BPA.
Como parte do estudo, a dra. Michels e seus colegas recrutaram um grupo de 75 funcionários e estudantes da Escola Harvard de Saúde Pública, divididos em dois grupos, e depois seguiu-os por duas semanas. Durante a primeira semana, um grupo comeu 12 porções diárias de sopa vegetariana, de marca comum de enlatados; o outro grupo, entretanto, comeu a mesma quantidade de sopa vegetariana feita com ingredientes frescos todos os dias. Depois da primeira semana, os dois grupos tiveram dois dias de "limpeza", comendo apenas alimentos frescos. E em seguida os dois grupos mudaram seus papéis: os que comiam entatados passaram a alimentar-se apenas de alimentos frescos e vice-versa, sendo acompanhados por mais cinco dias. No final de cada período, os participantes forneceram amostras de urina.
A dra Michels observou que todos os participantes foram alimentados com quantidades de sopa que eram menores do que iriam provavelmente consumir por conta própria.
_ Uma porção de sopa é um não muito. E eles reclamaram que aquela quantidade de alimento não seria ainda suficiente para o almoço. Obedeciam apenas porque estavam participando de uma pesquisa.
Os estudos levaram em conta que os níveis urinários BPA em adultos típico giram em média em algo em torno de 2 microgramas por litro. E foi mais ou menos esses os níveis que os pesquisadores de Harvard encontraram, após a primeira semana, nos indivíduos que se alimentavam com sopa feita com ingredientes frescos. Mas, depois de comer sopa enlatada por mais uma semana, este grupo teve elevação de seis níveis de BPA: os níveis subiram acima de 20 microgramas por litro, um aumento de 1,221 por cento.
A dra. Michels disse que entre os co-autores do estudos estava um pesquisador dos Centers for Disease Control and Prevention (CDC), que regularmente analisa os níveis de BPA em estudos feitos por médicos. Todos ficaram surpresos quando os resultados dos exames do grupo voltaram do laboratório. A dra Michels comentou que o aumento de BPA eram temporário e que iria reduzir-se no prazo de horas ou dias.
_ Mas nós não sabemos quais os efeitos sobre a saúde que esses aumentos transitórios no BPA podem ter _ acrescentou
Ela também indicou que as descobertas são provavelmente aplicáveis a outros produtos enlatados, incluindo refrigerantes e sucos.

_ Os refrigerantes enlatados são preocupantes porque algumas pessoas têm o hábito de consumir muitos deles ao longo do dia. Meu palpite é que, com outros alimentos enlatados, você veria aumentos semelhantes em bisfenol-A. Mas nós só testamos as sopas, de modo que não seria capaz de prever o tamanho absoluto do aumento.
Muitas empresas começaram a eliminação do BPA presente em mamadeiras e outros recipientes plásticos de comida nos últimos anos por causa da ansiedade causada no público pelas pesquisas com essa substância, mas o bisfenol ainda é amplamente utilizado nos forros de latas de metal, pois ajuda a evitar a corrosão e é resistente a altas temperaturas durante o processo de esterilização.


terça-feira, 29 de março de 2016

Dicas de treino para melhorar a hipertrofia muscular

Conheça algumas dicas para que você possa melhorar seu processo de hipertrofia muscular e também conheça um treino, que certamente é voltado a quem busca hipertrofia.

A hipertrofia muscular é uma das formas de crescimento muscular. Tida como um processo adaptativo, esta consiste no aumento do tamanho das células, que juntas formam o tecido muscular. Esse aumento, por sua vez, pode ser no tamanho das organelas, no número de organelas e também (em especial de mitocôndrias), o aumento do líquido presente no espaço intracelular. Entretanto, o crescimento muscular também pode se dever a outros fatores, tais quais o armazenamento de glicogênio e água, o armazenamento de líquido no interstício (espaço que há entre uma célula e outra) ou a famosa hiperplasia, que consiste não na volumização do conteúdo celular, seja em organelas ou líquido, mas sim, na multiplicação celular e/ou ativação do que chamamos de células satélite, ou seja, células inertes sem designada função que, devido a determinadas condições e/ou necessidades, “transformam-se” no tipo celular daquele determinado tecido.

Dicas de treino para melhorar a hipertrofia muscular

Em geral, apesar de complexo, a hipertrofia em si, ocorre através de pequenas microlesões na fascia muscular devido ao treinamento resistido, gerando desgastes e consumo de glicogênio, líquido, proteínas, compostos inorgânicos, aminoácidos, peptídeos entre outros. Essas microlesões, geradas pelo estresse do exercício físico, fazem com que, por sua vez, torne-se possível uma supercompensação dessas estruturas danificadas. Entretanto, essa supercompensação somente acontecerá desde que hajam protocolos corretos não só de estímulo, mas de nutrição e fornecimento de substratos para tal processo, boa produção hormonal e, claro, descanso. E é importante que eles sejam sinérgicos também.
Para o crescimento muscular ser realmente efetivo, deve-se buscar a individualização. Apesar dessa individualização, inúmeros aspectos em são comuns entre os indivíduos humanos, ou seja, fatores como aspectos anatômicos básicos, metabolismo geral, necessidades fisiológicas básicas etc. Portanto, quando falamos em dicas para alcançar a hipertrofia muscular, devemos largamente nos atentar ao aspecto de que elas devem ser as mais generalizadas possíveis, a fim de não colocar “o que melhor nos convém”, mas, o que convém melhor ao praticante de musculação.

Então, vamos deixar de lado explicações sobre como ocorre todo esse processo de ganho muscular e vamos, efetivamente ao que importa: Aprenda algumas dicas que poderão facilitar o seu processo de hipertrofia muscular!

1- Intensidade NÃO é volume

Não quero discutir se treinos volumosos ou não são convenientes, afinal, podemos ver grandes físicos como Arnold Schwarzenegger e Franco Columbo, que treinavam com volumes absurdos e também, outros grandes físicos como o de Mike Mentzer e Casei Viator, que utilizavam sistemas de treinamento com baixo volume. Portanto, mais contará mesmo a individualidade. Entretanto, mesmo entre eles, uma coisa é comum: Sempre treinaram o mais intensamente possível, seja durante 30 minutos ou 3 horas. Isso quer dizer que, não necessariamente necessitamos de grande volume para treinar intensamente.
Skip La Cour, atual treinador de “Free Bodybuilders” já diz que é muito fácil perder o foco e a intensidade máxima durante um treinamento, por isso, ele deve ser sim intenso, mas objetivo. E isso deve cuidadosamente ser observado por si mesmo. Comece a perceber se o seu desempenho tende a cair muito do meio ao final do treino. Se a resposta for “sim”, então, você esta utilizando volume, não intensidade, ou seja, realizando um trabalho muitas vezes aquém do que poderia e deveria ser feito. Isso, sem contar o cansaço excessivo na realização do máximo de trabalho muscular em si que não deve ser perdido durante o treinamento e, se for, muito provavelmente estaremos treinando com volume, não intensidade ou, realizando o trabalho por “fazer/cumprir”. Suar ou trabalhar apenas o psicológico é uma das piores coisas a serem feitas em uma academia. Às vezes é mais importante um treino com dois ou três exercícios de 3 séries do que um treinamento com 15-20 series. Lembre-se sempre disso!
Portanto que fique claro, intensidade não é volume. Treine sempre com o máximo de intensidade possível, mas com cargas que lhe permitam isso. Colocar mais carga do que aguenta, irá fazer com que do meio para o final do treino a sua intensidade caia, prejudicando todo o treinamento.

2- Não fique dependente de máquinas

Máquinas e máquinas guiadas são excelentes formas de isolamento muscular e, proporcionam inúmeros benefícios no treinamento, além deste, como a proteção de algum possível desvio ou sobrecarga articular, menor risco de lesão, correção de possíveis movimentos inadequados, dificuldade em roubar durante o exercício, maior estabilidade entre outros. Entretanto, além desses benefícios, as máquinas podem deixar a desejar em alguns outros e, os principais deles são a busca por músculos auxiliares e também, pela busca à estabilização máxima, o que é requerido largamente em exercícios livres os quais DEVEM fazer parte da rotina de um bodybuilder em fase de hipertrofia muscular.
Depender de máquinas o tempo todo, pode fazer com que o desenvolvimento não seja tão grande visto que, o menor trabalho de grupamentos estabilizadores possa se tornar mais pífio e acabar deixando por desejar até mesmo em termos estéticos.
Inclua sim máquinas em seu treino, mas não dê somente preferência à elas e, procure sempre usá-las ao final do treino, onde o sistema neuromuscular e os músculos auxiliadores já foram trabalhados grandemente e, a busca por maior estabilização, portanto, faz-se necessária, a fim de aumentarmos a capacidade do trabalho máximo no músculo alvo.

3- Precaução com a carga

Em bulking, diversos são os motivos os quais nos fazem buscar por protocolos em que torna-se mais possível a utilização de cargas maiores, entre eles o maior consumo de sódio e eletrólitos, as drogas (no caso de profissionais) a serem utilizadas, o maior consumo de glicídios e lipídios, o maior consumo de alimentos (proporcionando um saldo energético positivo), uma menor necessidade de trabalhar-se com um limiar de repetições extremamente alto e etc.
Esses fatores fazem com que muitos amadores e profissionais trabalhem com uma carga inadequada. E esse inadequado é observado em situações onde há mais roubo na execução de determinado movimento do que outra coisa, quando há a necessidade de MUITA busca a músculos auxiliares, quando há dores articulares, quando há um mal desenvolvimento, quando há falhas musculares e excessos de assimetrias etc.
Portanto, utilize sim o máximo de intensidade, mas, não se esqueça de aplicar as devidas técnicas nos momentos adequados, otimizando seus resultados e, principalmente livrando-se da chance de erros que possam consolidar sua saída do esporte, seja ele profissional ou não.
Diferença de um músculo onde há hipertrofia muscular e um sem nenhum tipo de treino

4- A biomecânica perfeita não é tudo. A falta dela também não!

Muitos atletas passam anos e anos insistindo em um mesmo jeito de treinar, cada vez mais adaptando seu corpo a determinada forma de estímulo. Vejamos, por exemplo, atletas que treinam como Branch Warren, Johnnie Jackson ou Jay Cutler… Estes, normalmente utilizam de técnicas as quais imprimem grande potência em seus movimentos, roubos frequentes, altíssima carga e, isso dá muito certo para eles. Entretanto, alguém já observou que estes atletas acabam por lesionar-se não só mais fácil, mas, para imprimirem progresso em seu modo de treinar, sempre estão buscando o aumento de carga? Isso, apesar de dar certo para eles por “N” fatores específicos, pode se tornar um tormento para a maioria dos indivíduos “normais”. Certamente uma hora o peso não será mais suficiente, você terá dificuldades com equipamentos e máquinas e, seu trabalho perderá grandes estímulos.
Já por outro lado vemos atletas e esportistas que, independente da fase que se encontram querem executar perfeitamente a biomecânica e, querem fazer isso em absolutamente todos os exercícios. Benéfico é, pela vez de que, em minha opinião, a utilização de aspectos biomecânicos corretos possibilita não só menores chances de lesões, mas, principalmente, fazem com que todas as regiões do grupamento alvo sejam bem trabalhadas e faz com que cada uma delas possa exigir o máximo de suas miofibrilas.

O que acontece é que, atletas dessa natureza costumam perder muita força (e, a tendência pode ser não só a estagnação, mas, a regressão) e também potência em seus treinamentos, tornando muitas vezes o aumento de carga (o que é necessário também) algo bastante crítico.
Portanto, devemos saber fazer duas coisas as quais possam nos ajudar: A primeira delas é saber periodizar o treino. Épocas treinar de um jeito, épocas de outro, de acordo com a técnica principal e objetivo de nossos treinos.

Já a segunda é a mescla entre as formas de treinar. Suponhamos que nos encaixemos no modo dos primeiros atletas citados e, assim, utilizemos essa (s) técnica (s) nos primeiros exercícios, básicos, visando a hipertrofia e, conforme o decorrer do treino, vamos migrando para o segundo grupo, utilizando técnicas menos brutas em exercícios isolados. Isso é conveniente, pois, além dos diferentes estímulos, aproveitamos mais fácil as questões glicolíticas do corpo nos primeiros momentos e, os outros nutrientes bem ingeridos até os momentos finais do treino.

5- Barras ou halteres

Se existem dois equipamentos básicos dentro de um ginásio, além do peso, claro, estas são as barras e os halteres, indispensáveis a quaisquer musculadores. Secularmente, esses equipamentos possuem uma versatilidade INCRÍVEL, capaz de implementar quaisquer tipos de trabalhos em quaisquer regiões musculares possibilitando seu desenvolvimento.
Entretanto, por qual dos dois escolher? Certamente pelos dois, diria. Ambos são ótimos estímulos. Em especial, pode haver a necessidade de dosar escolhendo mais um do que outro. Por exemplo, em alguns casos de lesões, os halteres são recomendados a fim de realizar o movimento conforme nossa liberdade e capacidade articular, enquanto, na maioria dos casos, as barras não tem essa possibilidade. Desenvolvimentos de ombro, por exemplo, são muito mais interessantes para a maioria dos lesionados realizar um trabalho sem grande estresse articular e, ao mesmo tempo sem perder a intensidade, além claro, de trabalhar o equilíbrio, a coordenação motora, etc.
Já as barras não podem ser desconsideradas. Particularmente, apesar de algumas exceções serem necessárias, não acho eficaz a realização de agachamento com halteres. As barras ainda, podem ser interessantes em um treinamento o qual solicita de, duas formas o mesmo ângulo de supino, por exemplo, fazendo então com que possamos trabalhar o supino inclinado com barra e com halteres e assim por diante.
As barras também são interessantes na medida em que, algumas academias não possuem halteres pesados, tornando treinos de força ou mesmo hipertrofia aos mais fortes, inviável. Neste caso, certamente as barras serão não só mais eficazes, mas, de mais fácil utilização também.
Mais importante do que se privar a uma única forma de trabalho é variar, seja de treino a treino ou com periodizações o trabalho com barras e halteres, a fim de proporcionar o máximo estímulo ao músculo.

6- Esqueça exercícios aeróbios antes do treino

O treinamento resistido com pesos é primordialmente glicolítico. Desta forma, ao realizarmos quaisquer tipos de exercícios aeróbios antes do treinamento com pesos, estaremos causando certa ou grande depleção de glicogênio. Assim, o mesmo será desfavorecido e, por conseguinte, pode não proporcionar os resultados imaginados.
Portanto, se for realizar aeróbios, que sejam ou depois do treino ou com pelo menos 6h de espaço entre o treino aeróbio e o treinamento com pesos.
7- Contraia a musculatura alvo
Muitos indivíduos acham que, o simples fato de estarem levantando determinado peso, os faz trabalhar a musculatura alvo, o que não é verdade. Na maioria dos casos, quando nos preocupamos apenas com o deslocamento do peso, estamos nos privando de trabalhar a musculatura alvo por completa (ou até mesmo trabalha-la) e, por conseguinte, acabamos trabalhando a musculatura auxiliar e isso, quando feito de maneira inadequada gerará malefícios como um mal desenvolvimento muscular, sobrecarga e falta de descanso a músculos auxiliares, fadiga precoce e, em casos extremos, lesões, o que pode ser considerado, o pior fator.
Procure nos supinos, por exemplo, contrair o peitoral, não somente os tríceps. Quando treinar costas, lembre-se do latíssimo do dorso, não somente dos bíceps… Mantenha o cérebro e não somente os músculos trabalhando.

8- Treino voltado a hipertrofia muscular

A) Segunda-Feira – Deltóides/Tríceps/Abs
Exercício:Série:
Desenvolvimento posterior com barra livre12-10-8-6-4
Elevação lateral sentado (Série Superlenta)10-8-6-4
Desenvolvimento pela frente no Smith10-10-8-6
Testa com EZ + Supinado fechado com a mesma pegada (sem desanso entre um exercício e outro – Vide Coleman executar o exercício)12-10-8-8
Paralelas12-10-8-6
Elevação de pernas com peso4X20
B) Terça-Feira – Quadríceps/Posterior/Abs
Agachamento livre20-15-12-10-8-6
Leg press 90º (Smith)20-15-15-12-10
Mesa Flexora10-10-8-6
Mesa Extensora Unilateral (Isometria na última série de 20 seg na última rep.)15-12-10-8
Stiff com step10-10-8-8
Abs na cadeira4X15
C) Quinta-feira – Peito/Panturrilhas/Abs
Supino reto com halteres12-10-8-6-4
Supino Inclinado com barra10-8-8-6
Cross over4X8
Peck-Deck FST-7: 7 séries de 8-12 reps com descanso de 20 seg entre cada uma8-12
Paturrilha em pé4Xfalha
Abs na cadeira4X15
D) Sexta-feira – Costas/Bíceps
Pulley pronado frente12-10-8-8-6
Remada Cavalinho10-8-8-8
Remada livre supinada12-10-8-6
Terra3X10
Rosca direta com barra reta15-12-10 e a última ex 21
Rosca martelo alternado-10-8-6
E) Sábado – Panturrilhas/Abs/Trapézio
Gêmeos sentado (burrinho)4Xfalha
Gêmeos no leg press unilateral3Xfalha
Abs na prancha3X15
Abs reto no colchão3X15
Elevação de pernas4Xfalha
Encolhimento com halteres4X12
Descanso de 45~60 segundos entre as series e de 60~90 segundos entre exercícios.
Conclusão:
Diante de tantos aspectos, fica difícil eleger quais são as melhores dicas para propor uma boa hipertrofia muscular. Entretanto, cabe não só entender dicas, mas, pouco a pouco ir conhecendo aspectos biomecânicos gerais e também aspectos individuais para otimizar seu treinamento. Pense que, aliando a ciência à prática, conseguiremos cada vez mais possibilitar um excelente desenvolvimento muscular e, minimizando quaisquer chances de erros e, consequências, tais quais lesões.
Bons treinos!